19/12/2018 às 11h22min - Atualizada em 19/12/2018 às 11h22min

Renault se surpreende por luta em 2018 ter sido com Haas, em vez de McLaren

Chefe da equipe francesa foi chamado de louco ao concordar em fornecer motores para o time de Woking sob o receio de que a escuderia britânica pudesse superar a fabricante na pista

g1.com.br


Ao fazer um balanço da temporada 2018, o chefe da Renault se disse surpreso com o resultado no Mundial de Construtores. Segundo Cyril Abiteboul, chefe da escuderia, ele esperava uma dura batalha com a McLaren pelo título, em vez da disputa acirrada que teve com a Haas pelo quarto lugar na tabela. O francês revela que o receio com a McLaren era tão grande, que ele chegou a ser chamado de louco quando concordou em fornecer motores para a equipe de Woking.

- Honestamente, tivemos frustrações, mas também surpresas. Eu me surpreendi por ter de lutar com a Haas por quase toda a temporada quando eu esperava que essa batalha fosse com a McLaren. Vale lembrar o que aconteceu no ano passado, quando anunciamos que forneceríamos motores para eles. Todo mundo chegou para mim e disse: “você é louco, você será superado pelos seus clientes”. E no final quase fomos superados por um time muito novo, mais novo que nós, e com uma estrutura bem diferente - afirma Abiteboul.


E apesar de reconhecer a evolução do time ao longo das últimas três temporadas - a Renault voltou como equipe de fábrica em 2016 - Cyril sabe que o maior desafio será alcançar os três times de ponta em 2019.

- Foi uma boa temporada e podemos ficar satisfeito com o progresso que o time tem feito. Não podemos minimizar os esforços e a conquista de sair do nono para o quarto lugar no campeonato após três temporadas. Não sou excelente em história, mas teríamos que ir lá no passado para ver um time melhorar tanto. Ainda há uma um preocupação, que é a distância para os times da ponta. Mas quando olhamos rapidamente para o progresso na fábrica e, em particular, para o desenvolvimento de motor e chassi, me pergunto: por que não? É possível. Creio que podemos nos dar por satisfeitos com os nosso objetivos principais: consolidar o time, estar no meio do pelotão e reduzir a distância para o topo, que será o objetivo claro para 2019 - projeta.

Após a McLaren romper com a Honda e assinar com a Renault, era esperado que a equipe britânica evoluísse consideravelmente. Contudo, a escuderia amargou resultados ruins por mais um ano consecutivo. O time terminou o ano no sexto lugar, atrás de Mercedes, Ferrari, RBR, Renault e Haas, com 62 pontos. O saldo só não foi pior porque em um dos carros tinha Fernando Alonso, capaz de resultados inesperadamente bons mesmo com um equipamento abaixo da média.

 
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